07 agosto 2013

Mi nombre es Pisco y mi apellido Perú



Sempre tive fascínio pela América Latina e suas paisagens exóticas. Há mais ou menos um ano (ou quando eu deixei de vir aqui deixar as lembranças da viagem, tirei férias e fui com uma amiga para Cuzco, Machu Picchu e Lago Titicaca, no Peru. 

Com pouco dinheiro no bolso e muita disposição, reservamos nossa hospedagem no Kokopelli Hostel e a experiência já foi, por si só, uma grande novidade já que era a única novata no quarto com 12 camas, onde também se hospedaram americanos, um japonês, argentinos e suecos. Me surpreendi pelo conforto e limpeza do lugar.

O mais legal de se hospedar num albergue é conhecer pessoas do mundo todo, trocar idéias e dicas de viagem. Fiz grandes amizades por lá, que me rendem risadas e boa companhia até hoje.

No primeiro dia de viagem, tentamos nos acostumar à altitude de 3.400 metros. Por precaução, decidimos descansar tomando um chá de coca, que tem um sabor forte e um pouco desagradável. Ao contrário do que você deve estar imaginando, não, o chá não dá onda nenhuma. No máximo, um pouco de disposição para encarar as escadarias que os Incas construíram entre os séculos XIII e XVI, antes da invasão espanhola.

Já o pisco sour... esse sim dá onda. É a bebida mais tradicional do país, feito de pisco (um tipo de cachaça), limão, açúcar e ovo. Todas as noites, o bar do albergue enchia de cabelos loiros, ruivos, dreads, barbas mal feitas, barbas por fazer há uns 3 meses talvez... e muita música, incluindo Ai se eu te pego, cantado em um português inventado por todos no bar, inclusive eu. Mas também né, depois de 3 piscos...

A partir do segundo dia, nosso foco mudou do pisco para os passeios aos sítios arqueológicos, a maioria organizados pelo próprio albergue. Visitamos Pisaq, Calca, Urubamba, Ollantaytambo, Chinchero entre outros. Todos valem a pena e cada um intriga pelos seus mistérios e histórias, além das paisagens de tirar mais fôlego que a altitude.  

ollantaytambo

Meu passeio preferido em Cuzco foi o que fizemos a pé, caminhando cerca de 10km, desde Tambomachay até Saqsayhuaman onde fica o mirante da cidade.

No centro de Cuzco, o lugar que achei mais interessante foi o Convento de Santo Domingo, construído pelos espanhóis por cima do templo Coricancha em 1633. Por sorte, ou pelas forças dos deuses Incas, um forte terremoto causou danos graves à estrutura do Convento, enquanto a estrutura do templo ficou intacta e, desta vez, aparente como está até hoje.


convento de santo domingo


Para Machu Picchu, pegamos um trem diurno, que segue pelas margens do Rio Urubamba, um espetáculo pelas águas agitadas. A viagem de três horas é um remédio pros olhos e pra alma.

A subida para Machu Picchu de micro ônibus demora em torno de 30 minutos e os mais aventureiros e atléticos sobem a pé por cerca de 1 hora, o que não foi o meu caso. Era domingo de Páscoa e a lua cheia iluminava as montanhas num visual azulado que aos poucos foi tomado pela neblina e, minutos depois, pelo sol forte que nos apresentou um dos cartões postais mais conhecidos do mundo. 



machu picchu

Sentada ali, permaneci por horas aprecisando a paisagem e as construções em pedras gigantes, perfeitamente alinhadas, que são um mistério lindo de admirar sem olhar pro relógio.

A última parada foi o Lago Titicaca, o maior da América do Sul, com 190km de comprimento e 80km de largura. Visitamos Uros, uma das ilhas flutuantes habitadas por nativos muito divertidos e amigáveis, que sobrevivem do turismo. O ar é bastante úmido e o vento bem frio.



Uros

O Peru é um país rico em paisagens lindíssimas e muita história. Além da herança do Império Inca, o país também abriga a floresta amazônica e o sexto maior cânion do mundo, que infelizmente não pude ir, mas fica para a próxima viagem. 

Links úteis:
www.hostelkokopelli.com
www.perurail.com

Um comentário:

Jeferson Cardoso disse...

Uau! Demais! É de uma aventura assim que preciso pra mim. Ficarei de olho na sua. Com tempo, Claudia, honra lá minha casa com sua presença. O endereço é http://jefhcardoso.blogspot.com