14 março 2011

Velhos saudáveis tempos

Sinto falta dos tempos em que era preciso ligar ou fofocar com as amigas para saber da vida dele, daquele menino dos olhos verdes da escola. Do tempo que decorávamos os telefones dos amigos ou que escrever o telefone dele na agenda já dava frio na barriga. E quando ele escrevia no dia do aniversário dele na minha agenda cheia de coisas coladas e grampeadas? Nossa... o estômago embrulhava brigando com a adrenalina. O nervoso de ter que levantar da carteira para pegar a prova na mesa da professora lá na frente da sala, passando pela carteira dele, era o mesmo que esperar ele me puxar para dançar música lenta nas festas de aniversário. E ele puxava, sempre. Escrevíamos bilhetinhos um para o outro na escola. Eu dobrava tantas vezes, que acho que meu inconsciente testava a paciência dele sem eu saber. Ah, esse menino... Ele não tinha Facebook, claro. O post se dava com o olhar, com a cola na prova de matemática, com a resposta do bilhetinho dobrado mil vezes. Ou até mesmo na foto da primeira comunhão inserida, pela minha mãe, no meu álbum da escola (vergonha, claro). Do convite para sair ou do pedido em namoro em forma de chocolate no recreio. Ou pipoca na saída. Eu não sabia, mas aquele menino soube me conquistar e me conquistaria de novo hoje em dia.

3 comentários:

Juliana disse...

E o nome dele começa com I? =)

Amei o post! Bons tempos.

Bjs

Renata Noronha disse...

Acho esta foi uma declaração generalizada! O exemplo da 1a comunhão foi só pra ilustrar, ela deve ter usado vários exemplos juntos, não estava apenas falando de 1 pessoa específica.
Pq, por exemplo, o "I" (ahahahaha!) nunca poderia ter dado chocolate pra ela no recreio, era proibido!

Claudia disse...

Hahahahaha o detalhe entrega!
É isso mesmo, juntei várias situações numa só. :)
beijos