
Se no último post eu confessei que não entendo nada de vinho, providências deveriam ser tomadas. E o destino foi Hunter Valley, região pacata formada por pequenos povoados, a duas horas de Sydney. É lá que se encontram as maiores vinícolas da terra do canguru.
O céu estava limpo, sem uma nuvem, a estrada parecia um tapete e as placas sinalizando a presença de cangurus na região davam o clima perfeito para uma degustação de vinhos. A idéia era acompanhar o mapa (ou GPS, se você for incompetente para mapas como eu) e entrar de vinícola em vinícola, fingindo ser um personagem de Sideways.

A estrela desse dia ensolarado, entre tantas garrafas expostas, foi a Syrah (ou Shiraz como os australianos chamam), principal uva utilizada na produção de vinhos no país. Tantos aromas e sabores diferentes compoem vinhos de centenas de rótulos. Mesmo não sabendo identificar quais eram esses sabores e aromas, ou que frutas e flores estariam presentes em cada taça que tomei, a vontade era de trazer uma garrafa de cada.
A variedade é infinita, assim como os preços. Na dúvida, converse com quem entende, troque uma idéia com os atendentes. Eles não te enchem, não te cobram pela degustação nem te forçam a comprar nada, estão ali para te ajudar a escolher o vinho que mais combina com o seu gosto. Foi assim que escolhi The Carriages Shiraz, safra 2006, que ganhou o People´s Choice Award de vinho.
Segundo a vendedora, uma francesa que visitou Hunter há 10 anos e nunca mais saiu de lá, The Carriages é produzido de forma muito cuidadosa e datalhista, concorrendo de perto com os vinhos franceses. O sabor é seco, daqueles que depois de um gole pequeno, perduram na boca. Discreto e ao mesmo tempo presente.

Depois um papo rápido sobre o Brasil, vinhos franceses x australianos x brasileiros e muitas fotos, a última parada antes de voltar para casa foi um mercado de queijos do mundo todo, frios, azeites, mostardas, pimentas, castanhas e tudo mais para acompanhar. Escolhemos o azeite de wasabi, queijo dinamarquês, pão, torradinhas, salmão e caviar.

Depois um papo rápido sobre o Brasil, vinhos franceses x australianos x brasileiros e muitas fotos, a última parada antes de voltar para casa foi um mercado de queijos do mundo todo, frios, azeites, mostardas, pimentas, castanhas e tudo mais para acompanhar. Escolhemos o azeite de wasabi, queijo dinamarquês, pão, torradinhas, salmão e caviar.
O resultado foi um belo picnic.
Hunter Valley: http://www.winecountry.com.au/
Um comentário:
E que belo picnic. Parabens pelo vinho. Ele caiu perfeitamente com as nossas "gulosiemas".
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